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É claro que a atuação contra a Cabofriense – assim como todas no Estadual – precisa ser relativizada. É início de temporada, com duelos contra pequenos do Rio que sequer possuem divisão nacional. Porém, o que Diego apresentou neste domingo, na goleada rubro-negra por 4 a 0, é exatamente o que se espera de um camisa 10 do Flamengo. E não é uma questão apenas de qualidade, mas de postura.
Talvez de certa forma pressionado pela chegada de outros nomes de peso, como Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique, o meia teve um desempenho muito mais incisivo no ataque, vertical e agressivo, pisando na área diversas vezes, do que apenas organizacional, como foi na maior parte do ano passado.
Contra o time de Cabo Frio, foram cinco assistências para finalização – líder do fundamento no jogo ao lado de Éverton Ribeiro -, sendo uma para gol, e três tentativas de arremates – apenas Uribe e Bruno Henrique finalizaram mais, com quatro cada. Um deles, um golaço de bicicleta.
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Para se ter uma ideia, desde junho de 2017, na goleada por 5 a 1 sobre a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro, que Diego não marcava um gol de bola rolando e dava também uma assistência em uma mesma partida – na ocasião, fez dois. Na época, o jogador ainda sonhava com uma vaga na Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 2018- chegou a ser convocado em setembro do mesmo ano.
Com apenas três partidas disputadas neste Carioca, Diego tem a maior média de passes para finalização do campeonato, com 12 assistências – quatro por atuação. Além disso, é o segundo com o maior volume de arremates em gol na competição, com 1,7 por jogo, ficando atrás apenas de Yony González, do Fluminense. São duas bolas na rede e um passe, tendo um aproveitamento de uma participação direta em gol por jogo.
Estadual ou não, fato é que Diego parece mais ciente da importância que tem para o elenco e da responsabilidade que carrega, independente dos companheiros que tem ao lado: a de ser protagonista.